Tenho um segredo que levo comigo
que me faz sempre cismar:
não sei se quero estar contigo
ou se quero contigo estar.

Ribeirinho, ribeirinho que
falas tão devagar
ensina-me o teu caminho
de passar sem desejar.

Vai alta, alta, alta a nuvem que passa
vai alto, alto, alto o meu pensamento
que é escravo da tua graça
como a nuvem o é do vento.

Vem cá dizer-me que sim
ou vem dizer-me que não
porque sempre vens assim
p’ra ao pé́ do meu coração!

Vem cá dizer-me que sim
ou vem dizer-me que não
sempre está s perto de mim
na minha imaginação!

Tenho uma pena que escreve
aquilo que eu sempre sinta.
Se é mentira, escreve leve,
se é verdade, não tem tinta.

Ribeirinho, ribeirinho
que vais a correr ao léu
tu vais a correr sozinho
ribeirinho, como eu.

Vai alta, alta, alta a nuvem que passa
e passa, passa, passa uma sombra também.
Ninguém diz que é desgraça
não ter o que se não tem.

Vem cá dizer-me que sim
ou vem dizer-me que não
porque sempre vens assim
p’ra ao pé́ do meu coração!   Vem cá dizer-me que sim
ou vem dizer-me que não
sempre estás perto de mim
na minha imaginação!

Todos lá vão para a festa
com um brilhante azul de céu
Todos lá vão, ninguém resta
– Ah, sim… resto eu!
Não, não, vem para a festa também!
Vem tu também!

Já ́ não sei se estou sonhando
nem de que serve sonhar.

Mas antes de acabar estes versos
feitos em modo maior
cumpre prestar homenagem
à bebedeira do autor!

Vem cá dizer-me que sim
ou vem dizer-me que não
porque sempre vens assim
p’ra ao pé́ do meu coração!

Vem cá dizer-me que sim
ou vem dizer-me que não
sempre estás perto de mim
na minha imaginação!

Published On: 10/01/2024 / Categories: Cançons, Cançons Catalanes /